23.11.10

Windows 7 Family Pack vai custar 499 reais



Windows 7 Family Pack: o pacote chega às lojas brasileiras na semana que vem

O pacote familiar com três licenças do sistema operacional começa a ser vendido no Brasil na semana que vem, diz a Microsoft. Mas ele vai custar o dobro do que custa nos Estados Unidos.

Esse pacote foi oferecido nos Estados Unidos e na Europa durante alguns meses, após o lançamento do Windows 7, no ano passado. Custava 149 dólares, com licenças do Windows 7 Home Premium para uso em três computadores. Seu objetivo era estimular os consumidores americanos e europeus a atualizar o sistema operacional em seus computadores pessoais. A oferta é parecida com a do Office Home and Student, a edição do pacote de aplicativos mais vendida aos consumidores. Mas o Windows 7 Family Pack nunca chegou oficialmente ao Brasil. É uma das promoções que a Microsoft fez em outros países envolvendo o Windows 7 que não foram oferecidos aos brasileiros.

Agora, a Microsoft está relançando o pacote familiar nos Estados Unidos, e estendendo a oferta a uma grande número de países, incluindo o Brasil. É uma boa notícia, é claro. Mas ela vem atrasada. Um ano depois do lançamento do Windows 7, a maior parte das pessoas que planejavam instalar esse sistema em seus computadores já fez isso. E o pacote ainda vai ser mais caro aqui. Nos Estados Unidos, o Family Pack custa o mesmo preço do Office Home and Student – 149,99 dólares. No Brasil, enquanto o pacote do Office é vendido por 200 reais, o do Windows vai custar 499 reais. Convertendo tudo para a mesma moeda, a conclusão é que o preço no Brasil vai ser o dobro do que custa o Family Pack nos Estados Unidos.

Hacker faz MS Kinect funcionar sem Xbox

Open Kinect logo

Open Kinect: a Adafruit quer drivers de código aberto para o sensor da Microsoft

O hacker americano AlexP diz ter desbloqueado várias funções do Kinect, o sensor da Microsoft que permite controlar jogos no Xbox usando o próprio corpo.

A façanha está documentada em vários vídeos publicados no YouTube e no site do grupo NUI, do qual faz parte AlexP. Num deles, o hacker usa o computador para alterar a inclinação do Kinect. Outro vídeo mostra o Kinect enviando, ao PC, informações sobre cores e distâncias dos objetos monitorados por ele. Os vídeos apareceram alguns dias depois de a empresa Adafruit ter oferecido uma recompensa para quem conseguisse criar drivers de código aberto para o Kinect. Isso abriria o caminho para outros equipamentos, além do Xbox, interagirem com o sensor. Seria algo parecido com o que aconteceu como o controlador do Wii, da Nintendo, que passou a ser usado para uma variedade de aplicações além dos jogos.

O sistema da Microsoft é um avançado sensor 3D capaz de reconhecer formas e medir profundidades. Câmeras com esse objetivo, usadas em robôs, custam vários milhares de dólares nos Estados Unidos. Se for hackeado, o Kinect, que é vendido lá por 150 dólares, poderá ser adaptado para uso em robôs, poupando bastante dinheiro aos seus construtores. Foi com esse objetivo que a Adafruit – que vende componentes para a construção caseira de equipamentos eletrônicos – criou o projeto Open Kinect. É um concurso com regras simples: quem desenvolver drivers capazes de controlar o Kinect e liberar o código fonte leva a recompensa.


MS admite que iPad prejudica vendas de PCs

iPad, da Apple

iPad, da Apple: uma pedra no caminho da Microsoft

Gavriella Schuster, gerente geral para o Windows da Microsoft, reconhece que o sucesso do iPad está abalando as vendas de netbooks.

A declaração de Gavriella foi feita ao jornal americano Seattle PI. O jornalista Nick Eaton apontou para o netbook dela e perguntou sobre a tendência de esses computadores darem lugar aos tablets. “Sem dúvida eles estão sendo canibalizados”, respondeu Gavriella. Como já comentei neste blog, analistas do mercado e institutos de pesquisa já dizem, há algum tempo, que o sucesso do iPad é uma razão por que o mercado de PCs tem crescido menos do que o esperado. Mas Gavriella foi a primeira executiva da Microsoft a admitir isso.

Nesta semana, recebi um novo relatório sobre isso, da empresa de análise de mercado Barclays Capital. A previsão anterior da Barclays era que o mercado de PCs cresceria 16% em 2011. Agora, a empresa reajustou essa previsão para 15%. O motivo, dizem os analistas, é que muitos consumidores estão mais interessados em comprar um tablet ou um smartphone do que um PC. A estimativa da Barclays é que as vendas de tablets vão crescer de 16 milhões em 2010 para 85 milhões em 2014 (gráfico abaixo). Isso equivale a um crescimento anual médio de 150%. Outra previsão é que as vendas de netbooks vão cair de 32 milhões de unidades em 2010 para 20 milhões em 2014.

Tablets x Netbooks - vendas anuais

Os analistas da Barclays antecipam que, em 2011, a Apple deve lançar uma versão do iPad com duas câmeras e o recurso de videochamadas Facetime, que já existe no iPhone 4. Isso deverá manter o interesse pelo tablet em alta. “Há uma mudança de paradigma na computação em direção aos dispositivos móveis como o iPad e o iPhone. A Apple é, claramente, a beneficiária desse processo”, diz o relatório. Os analistas evitam arriscar um palpite sobre o sucesso – ou não – dos tablets com telas menores e sistema Android, como o Galaxy Tab, da Samsung. “Esses aparelhos estão chegando atrasados e ainda são muito caros”, diz o texto. A única certeza é que muitos outros virão em 2011. É um formato de computador que veio para ficar.

MS Windows vai completar 25 anos

Windows 1.0: a interface era multitarefa, mas os programas só podiam ser abertos lado a lado

O Windows 1.0 era uma tosca interface gráfica que rodava sobre o MS-DOS. Quase ninguém o usou. Mas foi o início do mais bem sucedido sistema operacional para computadores pessoais de todos os tempos.

Um quarto de século depois daquela versão inicial, o Windows é a origem de 91% dos acessos à internet. É um número que fala por si. Mas voltemos à versão 1.0. Ela começou a ser vendida em 20 de novembro de 1985, dois anos depois de Bill Gates ter feito um primeiro anúncio sobre o produto. É bom observar que aquele primeiro anúncio aconteceu antes do lançamento do Macintosh — mas depois do Lisa, o primeiro e fracassado computador com interface gráfica da Apple.

O Windows 1.0 vinha em disquetes de 360 KB. Era preciso ter o MS-DOS para instalá-lo, já que a interface gráfica funcionava como extensão desse sistema operacional. Foi a primeira tentativa da Microsoft de implantar um ambiente operacional multitarefa com interface gráfica nos PCs. No Windows 1.0, vários aplicativos podiam ser abertos ao mesmo tempo, mas as janelas só podiam ser vistas lado a lado. Somente as caixas de diálogo podiam se sobrepor a outras janelas. Diz a lenda que essa restrição era intencional. Seria uma maneira de evitar acusações de que a interface do Windows era uma cópia da do Macintosh. Como sabemos, a precaução foi inútil, já que as acusações vieram assim mesmo.

Em 1985, como não havia, ainda, aplicativos feitos especialmente para o Windows, rodavam-se os programas criados para o MS-DOS. Aliás, a falta de bons aplicativos foi uma das razões porque o Windows não teve sucesso no início. Ainda demoraria cinco anos até o Windows cair no gosto dos usuários.

1.9.10

Ministério da Justiça define novo RG

Ministério da Justiça define novo RG


O Comitê Gestor do Registro de Identidade Civil (RIC) decidiu o modelo final que irá substituir o RG a partir de dezembro deste ano.

A nova identidade, que será um cartão munido de um chip, terá como dados obrigatórios nome, sexo, nacionalidade, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, impressão digital do indicador direito, órgão emissor, local de expedição, data de expedição e data de validade do cartão.

O Ministério da Justiça, coordenador do comitê, decidiu que o número antigo de RG e CPF não serão dados obrigatórios para a emissão do RIC, mas que podem ser inseridos. O documento contará ainda com um campo de observações, que pode incluir tipo sanguíneo e se a pessoa é ou não doador de órgãos.

Outra decisão do comitê será o uso do código RMZ, que apresenta uma combinação de 3 linhas de letras e números. “Com esse código, o RIC terá um padrão internacional e será compatível com mecanismos de identificação de outros locais do mundo. O objetivo do MRZ é tornar mais rápido o trâmite de identificação das pessoas e, por isso, o RIC poderá ser utilizado para ingresso em locais de grande circulação, como estádios, aeroportos e postos de imigração” explica Rafael Favetti, coordenador do comitê.

Na próxima reunião do comitê, que está marcada para 14 e 15 de setembro, serão divulgados detalhes da implementação, quais cidades receberão os primeiros exemplares e custos do projeto. A meta é substituir completamente os RGs em 9 anos.